Arquivo do mês: julho 2007

Futebol feminino é ouro no Pan

Seria bom que o masculino tomasse vergonha e virasse ouro nos Jogos Olímpicos também.

Segue um texto do blog do Juca Kfoury bem legal sobre o jogo e o a campanha da seleção no Pan.

Será que agora o digníssimo presidente da CBF dá mais valor às mulheres? Duvido…

Cena

A cena exibida no Jornal Nacional ontem, mostrando o momento onde a TAM divulgou a lista de passageiros oficialmente, numa sala onde todos os familiares estavam reunidos, foi uma das coisas mais tristes e chocantes que eu vi recentemente depois das cenas do avião em chamas. O desespero das pessoas eram de doer profundamente. O que eu realmente gostaria de entender é porque a companhia demorou tanto pra divulgar a lista. Mostraram cenas de pessoas desesperadas querendo saber se um familiar estava ou não no avião, e os funcionários dizendo que não tinham a lista, que não tinham certeza de quem estava no avião. O check in serve pra que então? Qual o motivo real deste procedimento? Nessas horas de desespero, ter que esperar por horas por uma lista em uma sala fechada é um sofrimento que não deveria ser necessário.

Lista de passageiros TAM 3054

Adelaide Moura

Akio Iwasaki

Alanis Andrade

Alejandro Camozzi

Alexandre Goes

Aline Castigio – funcionária da TAM

Ana Carolina Cunha

Anderson Cassel

Andre Dona

Andrea Seiczkowski

Andrei Melo

Angela Haensel

Angélica Rokek – funcionária da TAM

Antonio Carlos Araújo de Souza

Arnaldo Batista – funcionário da TAM

Arthur Queiroz

Atilio Sassa Bilibio

Bruna de Villi Chaccur

Bruno Ferraz

Bruno Nascimento

Caio Augusto Bueno Dal Prata

Caio Felipe Cunha

Carla Fioratti

Carlos Alberto Andriotti

Carlos Rockemback

Carlos Zanotto

Carmen Luisa Victoria Fonseca

Cassio Vieira Servulo da Cunha

Catilene Oliveira

Christine Souza

Ciro Numada

Claudemir Arriero

Clove Mendonça Junior

Decio Tevola

Demetrio Travessa

Denilson Lopes Costa

Deolinda Magaly Victor Fonseca

Douglas Teixeira

Edmundo Smith

Eduardo Mancia

Elcita Ramos

Elenilze Ferraz

Eliane Dornelles

Elida Dembinski

Emerson Freitag

Enrico Shiohara

Esio Freitas

Evelyn Campos – funcionária da TAM

Fabiana Amaral

Fabiane Ruzzante – funcionária da TAM

Fabiano Rosito Matos

Fabio Balsells

Fabio Marques

Fabio Velloza

Fabiola Ko Fratag – funcionária da TAM

Fatima Santiago

Felipe Fratezi

Fernando Antonio Laro Oliveira

Fernando Marques

Fernando Pessoa

Fernando Tergolina – funcionário da TAM

Gabriel Correia Pedrosa

Gilmar Tenorio Rocha

Gottfried Tagloehner

Guilherme Moraes

Guilherme Pereira

Gustavo Martins

Heloiza Helena Lopes

Heurico Tomita

Ines Maria Kleinowski

Ivalino Bonato

Ivanaldo Cunha

Jamille Leão

Janus Silva

Jaqueline Dias

João Brito

João Caltabiano

João Valmir

José A. Flores Amaral

José Carlos de Oliveira

José Carlos Pierucetti

José Lima Luz

José Pinto

Julia Camargo

Julia Elizabete Gomes

Julio Cesar Redecker

Katia Escobar

Katiane Lima

Larissa Ferraz

Leila Maria Oliveira dos Santos

Levi Leão

Lina Barbosa Cassol

Lisiane Schubert

Lucas Palomino Mattedi

Luciana Siqueira Lana Angelis

Luis Schneider

Luiz Baruffaldi

Luiz Zacchini

Luiz Luz

Madalena Silva – funcionária da TAM

Marcel Cassal Vicentim – funcionário da TAM

Marcelo Marthe

Marcelo Palmieri

Marcelo Pedreira

Marcelo Stelzer

Marcio Alexandre de Moraes

Marcio Andrade

Marco Antonio da Silva – funcionário da TAM

Maria Elizabete Caballero

Maria Isabel Gomes

Mariana Pereira

Mariana Sell

Mario Gomes

Marli Pedro Santos

Marta Almeida

Melissa Andrade

Mery Vieira

Michelle Silveira Unterberger – funcionária da TAM

Mirelle M. F. Bettiol – funcionária da TAM

Mirtes Suda

Nadia Moyses

Nadja Soczeck

Nelly Priebe

Paula Masseran de Arruda Xavier

Paulo Cassiano Feliza Oliveira

Paulo Pavi

Paulo Rogerio Amoretty Souza

Paulo Silveira

Pedro Abreu

Pedro Augusto Caltabiano

Priscila Bertoldi Silva

Rafaela Bueno Dal Prata

Raquel Warmiling

Rebeca Haddad

Remy Moller

Renan Klug Ribeiro

Renato Ribeiro

Renato Soares Almeida

Ricardo Kley Santos – funcionário da TAM

Richard Salles Canfield

Roberto Gavioli

Roberto Wilson Weiss Junior

Rodrigo Benachio

Rodrigo Prado

Rodrigo Souza Moreale

Rogerio Laurentis

Rogerio Sato

Rosangela Maria de Avil Severo

Rospierre Vilhena

Rubem Wiethaeuper

Sandro Schubert

Sergio Freitas

Simone Wetrupp

Nelson Wiebbelling

Silvan Stumpf

Silvania Regina de Avila Alves

Silvano Almeida

Silvia Grunewald

Sonia Machado

Soraya Charara

Sueli Fleck

Suely Fonseca

Thais Scott

Valdemarina Souza

Valdir Cordeiro de Moraes

Vanda Ueda

Vilma Klug

Vinicius Costa Coelho – funcionário da TAM

Vitacir Paludo

Zenilda Santos

Tripulação

Kleyber Lima – comandante

Henrique Stephanini di Sacco – comandante

Cássia Negretto – comissária

Daniela Bahdur – comissária

Renata Gonçalves – comissária

Michelle Leite – comissária

[Fonte: Folha Online]

TAM, Congonhas

Em setembro do ano passado, eu estava na frente da TV quando a Globo noticiou pela primeira vez o desaparecimento do vôo da Gol perto de Brasília. O resto da história, a gente já sabe.

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O estacionamento onde eu deixo meu carro diariamente pra trabalhar fica bem na rota de pousos e decolagens do aeroporto de Congonhas. Quem me conhece sabe que eu tenho um grande fascínio por aviões, sou capaz de ficar olhando por horas. Por isso, sempre que ouço um avião passando eu olho para o céu. Semana passada, indo para o carro para voltar pra casa, vi um avião descendo. Poucos segundos depois, ouvi um barulho diferente: o avião estava acelerando! Olhando pra cima, vi o avião que antes estava descendo recolhendo o trem de pouso e subindo, numa manobra chamada de arremetida (manobra que ficou nacionalmente conhecida na época do acidente com o grupo Mamonas Assassinas). Arremetidas acontecem ou por acidente na pista que impede o pouso ou porque o piloto erra a aproximação e precisa recomeçar o procedimento. Naquele dia, pensei como seria presenciar um acidente…

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Hoje saí do trabalho por volta das 18h45, peguei o carro e liguei a rádio. CBN, como em geral eu faço. Uns 20 minutos depois de sair, a reporter do trânsito que fica a bordo de um helicóptero começou a dar notícias do tradicional caos paulistano. De repente, ela ficou meio quieta. Logo pediu desculpas e disse que havia se assustado com uma forte explosão avistada do aeroporto. Disse que estavam se dirigindo pra lá pra ver o que tinha acontecido. Pouco tempo depois a notícia: o vôo da TAM que vinha de Porto Alegre com 176 pessoas a bordo com destino a Congonhas não conseguiu parar na aterrissagem, saiu da pista, atravessou a avenida e se chocou contra um depósito da TAM.

Na hora que vi as imagens do avião queimando, várias coisas me vieram à cabeça. Primeiro o horror vivido pelos passageiros. Conheço muita gente que voa freqüentemente, incluindo eu. Não consigo não sentir angústia nessas horas. Lembrei também do Boeing da BRA que há alguns meses derrapou e QUASE saiu da pista, no mesmo ponto onde o avião da TAM saiu: na época, vendo a foto do bico do avião para fora da área do aeroporto, pensei o que poderia ter acontecido se o avião caísse. Agora infelizmente eu sei: aconteceu a maior tragédia aérea da história do país (neste momento, 180 vítimas). Finalmente, não tem como ignorar o fato que as pistas de Congonhas acabaram de ser reformadas para evitar derrapagens. E portanto a pergunta que se impõe: será que Congonhas não deveria ser desativado?

“SEM ALMA NÃO SE CHUPA NEM UM CHICA-BON”

“SEM ALMA NÃO SE CHUPA NEM UM CHICA-BON”, NELSON RODRIGUES

Matéria sobre a FLIP da revista Expresso, por Bianca Pinto Lima.

Comentários tardios

Extraídos do site do Diário Ole, de Buenos Aires:

Lionel Messi: “Nunca pudimos controlar el partido. Tuvimos mala suerte, si entraba el tiro de Román al palo era otra historia”.

Esteban Cambiasso: “En situaciones clave ellos encontraron el gol y nosotros no. Baptista la clava en el ángulo y Román al palo. Una pelota que cruza el área encuentra la pierna de Ayala y nosotros cruzamos una pelota y se va del otro lado. Esas pequeñas situaciones definieron el desarrollo del partido. ¿Si es justo? No sé, Brasil ganó la Copa. En el vestuario estábamos arruinados. El resultado fue exagerado”.

Y se sabe, Brasil es Brasil, tenga los nombres que tenga.

Argentina, por puro compromiso, empujó hacia la nada. Iba sin saber a dónde y terminó encerrado en un callejón oscuro, confundido, expuesto a un cachetazo histórico, de esos que duelen en el alma.

[Ass. Miguel, momentaneamente ufanista ao extremo. ]

Hermanos, chupem

Há alguns dias atrás, eu escrevi este post, falando que os jornalistas e brasileiros em geral deveriam prestar mais atenção na história.

E os fatos mostraram que eu tinho razão.

A Argentina tinha um time melhor, jogou belíssimamente, era o exemplo de futebol arte. E na hora do vamover, morreu na praia. Porque final Brasil x Argentina é um jogo diferente. Não importa o histórico, não importa se eles tem o time principal, Messi e Riquelme. Importa que o Brasil B tem camisa e não se deixa abater. Imaginem se fosse o Brasil A, com força total.

Brasil Bi Campeão da Copa América, com um sonoro 3 a 0, pra não deixar dúvidas. Sem contar que em 2004 foi contra a Argentina também. E nas Copas da Confederação….

Daí alguns dirão que eu estou fazendo apologia do futebol retranca, ou futebol sem arte. Mentira. Estou fazendo apologia ao futebol de resultados. Mesmo porque, o Brasil esteve longe de jogar mal hoje. E eu pergunto: quem ficou mais marcado na história? O Brasil de 82 que morreu na praia ou o Brasil de 94, que trouxe o tetra depois de 24 anos? Beleza sem eficiência e objetividade não serve pra nada.