Arquivo do mês: janeiro 2008

Revolução Cultural

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A partir do dia primeiro de janeiro do ano de 2008, ficou proíbido o consumo de cigarros em qualquer bar ou restaurante francês.

Isto não é realmente uma novidade para quem mora em São Paulo. Esta legislação já existe por aqui há vários anos (municipal? estadual? federal?), e funciona relativamente bem. Mas na França, é uma novidade que mexe muito com os habitos locais. Sobretudo em Paris.

Quem já foi para lá sabe disso. Mais do que fazer biquinho e andar com baguette sob o braço, os Parisienses fumam muito, o tempo todo. Se no verão isso pode passar desapercebido, já que as pessoas passam mais tempo na rua e os lugares ficam mais arejados, no inverno esse hábito era um inferno. Bares e restaurantes muitas vezes eram irrespiráveis.

Ouvi reclamações de muitas pessoas. O argumento era o mesmo: o Estado não tem que ficar legislando sobre coisas que tem a ver com o direito individual. Proibir de fumar cerceia a liberdade dos cidadãos. Cercea, cerceia mesmo. Mas o que as pessoas que reclamaram (todas fumantes) esquecem é que os fumantes em geral não estão nem aí para a liberdade dos não-fumantes de respirar um ar minimamente puro. Semancol era algo que dificilmente existia nos bares e restaurantes: o pessoal fumava na sua cara sem problema algum. Os incomodados que se retirassem…

Pois bem, agora mudou. E a coisa pegou de fato. Bares e restaurantes voltaram a ser um espaço agradável. Fumantes ou seguram o vício, ou saem pra fumar, ou procuram lugares que tenham mesas ao ar livre. No inverno frio parisiense, esses lugares passaram a ser disputados a tapa.

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Evolução Cultural

Durante minhas férias em Paris, pude ver com meus próprios olhos o sistema Vélib. Pra quem não ouviu falar, a prefeitura da capital francesa instalou em toda a cidade pontos com bicicletas (são 700 pontos, 1 a cada 300 metros, segundo um parisiense).

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O sistema é simples: por 30 euros por ano, você faz uma carteirinha que ter permite usar o sistema. Depois, você paga por uso. A primeira meia hora é gratuíta, o que segundo outro parisiense é suficiente para a maioria dos trajetos (Paris tem 9km por 12km…atravessar de bicicleta é algo bastante simples). Vá até o ponto mais próximo, pegue uma bicicleta, ande e deixe em qualquer outro ponto da cidade.

Mas o mais legal foi ver as pessoas usando o sistema, mesmo no inverno. É uma ótima pra quem não tem carro ou quer fugir do transito caótico parisiense, e também quer respirar um pouco de ar, fazer exercício e não se enfiar no metrô.

Fiquei feliz de ver que tem um ponto bem na frente do meu apê.

E pude ver que, mesmo na Europa, há quem queira burlar o sistema: durante toda a minha estadia, uma das bicicletas ficou guardada no pátio interno do meu prédio. Tsc tsc tsc.

Deadlock em Sampa

O primeiro de 2008

Vinho quente para esquentar a alma, upload feito originalmente por Miguel Galves.

Caros leitores, este blog anda meio abandonado! Tenho tido pouca vontade de escrever ultimamente. Acho que é cansaço de final de ano. Mas agora estou de férias na Europa e em breve estarei de volta renovadíssimo. Por enquanto, deixo uma foto minha tomando vinho quente em Berlim para aquecer o corpo. O frio estava de lascar.