Arquivo do mês: dezembro 2008

Novo header

Os mais atentos perceberão que eu mudei o header do blog. A foto antiga vinha com o tema. A nova é de minha autoria, um skyline de sampa, visto da varanda do meu apartamento…

Pós operatório

Até o dia 1 de dezembro deste ano, eu podia me gabar de duas coisas (bestas): nunca ter quebrado nenhum osso e nunca ter passado por cirurgias. Sempre que me perguntavam se eu ja tinha sido operado, minha resposta clássica era “Extração de ciso conta?”. Bom, desde o dia 1 de dezembro deste ano, eu apenas posso me gabar de nunca ter quebrado nenhum osso: fiz uma cirurgia de desvio de septo.

A cirurgia em si é simples. Todos me falavam isso. Mas cirurgia é cirurgia, anestesia geral é anestesia geral, e quem me conhece sabe que eu tenho um pavor médico-hospitalar generalizado. E sendo assim, a noite pré operatória foi curta. Meu plano era chegar o mais sonado possível ao hospital, para não ter tempo de pensar muito. Plano que funcionou bem, e que foi amplamente ajudado por um pequeno calmante que me deram. Entrei na sala de cirurgia quase que alegre, sorridente.

O que realmente me impressionou muito foi o lance da anestesia geral. Eu imaginei que fosse algo que desse pra sentir chegando: que fosse rápido, mas que por breves intantes eu tivesse a sensação de estar indo. Que nada! Entrei na sala, o anestesista colocou soro no braço, uma máscara de oxigênio na minha cara e pediu pra respirar fundo. Quando vi, estava na sala de pós operatório para recuperação. Sensacional. Tinha terminado!

Pois é. Mas ninguem me falou que a primeira noite era a pior parte: para ajudar na cicatrização, eles colocam dois tampões gigantescos em cada narina. Resultado: sobra apenas a boca para respirar. E isso é realmente horrível, sobretudo na hora de comer, beber ou simplesmente engolir saliva. A noite, depois que o efeito da anestesia passou (por volta da meia noite, até esta hora eu praticamente só dormi) foi bem longa e difícil. E eu não sofri sozinho: minha namorada passou boa parte da noite tentando me ajudar a manter a calma e dormir um pouco….

Agora cá estou, de repouso em casa. Nada de rosto inchado e roxo, que nem achei que fosse ficar. Apenas a lembrança constante de ter um nariz entre os olhos, e alguns esparadrapos que segundo o médico servem basicamente pra avisar os desavisados de que o nariz está sensível e que choques devem ser evitados a todo custo.

Neste processo todo, apenas uma grande dúvida: porque a roupa, ou melhor, avental que te forçam a usar no hospital, fechado na frente e aberto atrás, é tão ridículo?