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Shutter Island

Uma rapidinha, antes de reiniciar a busca por apês….

Shutter Island - Poster

Shutter Island

Fui assistir Shutter Island (Ilha do Medo), do Scorsese com Leonardo Di Caprio e Mark Ruffalo. Muito bom. É daqueles filmes onde tudo o que parece ser provavelmente não é. O óbvio não faz parte do roteiro.

Me lembrou um pouco “The Others”, com a Nicole Kidman. O crítico da Folha também lembrou desse filme…..

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Filmes da semana

Faz tempo que não escrevo aqui. Ando meio sem inspiração pra por no “papel” as minhas idéias. Para não passar setembro em branco, vou falar um pouco sobre os filmes que vi na última semana.

Primeiro, Ensaio sobre a cegueira, filme baseado na obra de José Saramago e dirigido por Fernando Meireles (diretor de Cidade de Deus e O Jardineiro Fiel). Fala sobre uma epidemia que deixa as pessoas cegas: o resultado é um mundo caótico. Gostei muito do filme, que conta com um elenco cheio de atores famosos como Danny Glover, Marc Ruffalo, Gael Garcia Bernal e a incrível Juliane Moore. E vale ressaltar que boa parte do filme foi filmado em Sampa, caracterizada como uma cidade americana.

No dia seguinte, fui ver o filme de Walter Saller, Linha de Passe. O filme também se passa em São Paulo, mas ao contrário do filme de Fernando Meireles, seus atores são desconhecidos, e a cidade não poderia ser retratada de forma mais crua e dura. A história gira em torno de uma família pobre da periferia: a mãe, empregada doméstica e torcedora do Timão, e 4 filhos. Cada um tenta se encontrar na vida, seja através da religião, seja através do futebol, seja atravessando a cidade como motoboy, ou simplesmente tentando descobrir e conhecer o pai. O filme é muito bom, os atores estão ótimos (sobretudo a mãe, que inclusive ganhou o prêmio de melhor atriz em Cannes, e o filho mais novo), mas saí do cinema meio pesado: o mundo real é duro.

Ontem, mudei completamente de estilo. Fui ver Babylon A.D (conhecido em português como Missão Babilônia), que conta a história de um mercenário que é contratado para levar uma menina de um convento da Europa do Leste para os Estados Unidos em um mundo futurista e completamente caótico e destruído pela guerra. Dois motivos me levaram a ver o filme, que tem Vin Diesel como ator principal: primeiro porque eu li o livro que originou o filme, chamado Babylon Babies, escrito pelo francês Maurice Dantec (na verdade eu nunca terminei o livro, apesar de ter gostado muito..coisas da vida). O segundo motivo, talvez o mais importante, foi que o filme foi dirigido pelo Mathieu Kassovitz, diretor e ator francês muito bom (e mais conhecido pelo público brasileiro como namorado da Amélie Poulain).

O escafandro e a borboleta

Fui ver este filme hoje, e aconselho! Conta a incrível e triste história de um editor da Elle Magazine que sofre um AVC, entra em coma. Quando sai fica coma Sindrome Locked In, na qual ele fica tetraplégico mas com conciência total do mundo a sua volta. O único movimento que ele tem é da pálpebra direita, que ele usa para se comunicar com as pessoas.

Sobre Tropa de Elite, por Soninha

Apenas um link sobre o filme Tropa de Elite do excelente blog da Soninha, do qual sou leitor assíduo.

Filmes da semana

Meu nome não é Johnny, filme brasileiro com Selton Mello. Conta a história real de um rapaz de classe média abastada que curtia uma festa e uma vida boa, e que de baseado em baseado se tornou um dos maiores traficantes de drogas do rio, sempre torrando tudo o que ganhava em mais festas e sem mexer em armas. Vale pela ótima atuação do Selton Mello.

Onde os fracos não tem vez (No Country for Old Men), com Tommy Lee Jones, Javier Barden e Woody Harrelson. Gostei bastante. Uma espécie de Western moderno, relatando uma caçada à uma mala cheia de dólares.

Desejo e Reparação. Triste, as vezes meio psicodélico, mas vale a pena ver.

Tropa de Elite

Acabei de voltar do cinema. Fui ver Tropa de Elite, o filme brasileiro mais falado dos últimos tempos (mereceu capa nas maiores revistas do páis). O cinema estava lotado. Pra quem estava em dúvida sobre se o fato de uma versão ter vazado para a pirataria e sido amplamente distribuído por camelôs seria benigno ou não, acho que estamos pertos de ter uma resposta positiva.

O filme é extremamente violento, e de um realismo pesado em certos momentos. Quem for muito sensível deve pensar seriamente se quer realmente ver. É uma violência a la Quentin Tarantino. Mas nos filmes do Tarantino, como Pulp Fiction ou Kill Bill, a violência é estilizada, pouco verossímel. Neste caso, é a realidade do Rio de Janeiro.

Aliás, o Rio é retratado de uma forma muito pessimista. De um lado, o tráfico de drogas. Do outro, a PM corrupta, da cúpula ao soldado. A classe média (representados por “playboys” estudantes de Direito) é consumidora de maconha e por isso conivente com o sistema. O estado aparece nas figuras de alguns políticos, também implicados até o pescoço.

E tem o BOPE no meio disso tudo. O batalhão aparece como incorruptível, acima do sistema. E a sua receita para tentar resolver o problema é a violência extrema, a tortura.

E aí começa a polêmica. O filme endossa ou não o ponto de vista do BOPE? Pior: o filme teria uma visão fascista do mundo? Em entrevista à revista Carta Capital desta semana, o diretor José Padilha (que também fez o documentário sobre o sequestro do ônibus no Rio, que terminou com a morte do sequestrador sufocado pelos policiais) e o ator Wagner Moura (que faz o capitão Nascimento) juram que não (para  Wagner Moura, os fascistas são outros). Eu também tenho esta impressão. O filme tenta mostrar de forma muito crua qual a realidade da guerra entre polícia e tráfico nos morros.

Com certeza muita gente aplaude o Capitão Nascimento, e acha que este é o caminho correto, que violência se combate com violência. Eu não acho que seja a solução para qualquer coisa. A política do “Olho por olho, dente por dente” apenas serve como uma tentativa em vão de lavar a honra dos que morreram. A lógica é sempre a mesma: um fato comove a sociedade, o estado precisa dar uma resposta, a polícia sobe o morro e mata 10, a sociedade se sente vingada e volta tudo ao que era antes. 10 novos são aliciados pelo tráfico, e as verdadeiras causas não são combatidas.

No filme, não existe uma tentativa de vangloriar as ações dos membros do BOPE, criar heróis, e não existe eufemismo na forma como se retrata as torturas e os interrogatórios (talvez seja pior, mas acho que o filme atingiu o limite do suportável). Não existe mocinho e bandido.

Os fatos estão lá, para análise de cada um.

Filmes da semana

Esta semana assisti dois filmes pouco aconselháveis para mentes sensíveis e/ou deprimidas.

Ventos da Liberdade (The Wind that Shakes the Barley, 2006 ), dirigido por Ken Loach, conta a história da luta dos irlandeses pela saída das tropas britânicas da Irlanda do Norte. A história é focada no grupo comandado por dois irmãos, Damien e Teddy.

Batismo de Sangue (2007), dirigido por Helvécio Ratton e baseado no livro homônimo de Frei Betto, conta o apoio de freis dominicanos ao movimento comandado por Carlos Marighella durante a ditadura no Brasil, nos anos 60.

Ambos pecam no realismo sádico de cenas de tortura e fuzilamentos. Ao meu ver, cenas desnecessárias para a compreensão da dramaticidade das histórias contadas. Em Ventos da Liberdade, estas cenas apesar de chocantes não prejudicam a história. Já em Batismo de Sangue, o excesso de cenas de tortura detalhadas tornam o filme difícil de ser assistido e tiram um pouco o propósito da história, apesar dos ótimos atores.