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AppleTV

Eu e Graziela somos apaixonados por brinquedinhos tecnológicos, e ambos gostamos muito da Apple. Quando ficamos sabemos que, graças a amigos, teríamos acesso a um saldão na Apple Brasil com preços incríveis, não perdemos muito tempo. Investimos em um monitor de 20 polegadas e um Apple TV. E gostaria de fazer uma pequena resenha sobre este último.

O aparelho

O design é inconfundívelvelmente Apple. Clean, minimalista, que fica muito bem ao lado da TV. O formato é semelhante ao de outros aparelhos como o Mac Mini, o Time Capsule e o AirPort.

A parte de conectividade é toda voltada para TV: porta HDI, vídeo componente (3 entradas), áudio analógico, áudio digital ótico, além de ethernet, e wifi, essenciais para link com o iTunes Music Store. Existe uma porta USB, que supostamente existe apenas para acesso da Apple, mas com um pouco de busca pela internet, descobre-se que é bastante fácil hackear e habilitar a dita cuja.

Mas para que ele serve afinal?

Resumindo, é o Media Center da Apple. O Apple TV funciona como uma extensão do iLife, permitindo ver fotos, vídeos, slideshows e ouvir músicas em sua televisão. É um Front Row anabolizado! O carro chefe é a sua integração com o iTunes Music Store diretamente da sua TV. Quer assistir a um episódio de sua série favorita? Basta clicar, comprar e pronto. O sistema também tem ligação direta com Flickr e YouTube.

A primeira versão da Apple TV tinha um grande defeito: era necessário ter um computador com iTunes para baixar o conteúdo e transferir depois para o aparelho. Depois de muitas reclamações, a Apple mudou e a versão 2.0 passou a permitir que tudo fosse feito sem a necessidade de um computador externo.

Aliás, aqui vai um comentário: eu tive que atualizar a versão do software do meu Apple TV (via settings no próprio aparelho) para que esta funcionalidade standalone funcionasse.

E o iTMS, funciona no Brasil?

Pois é, isso era a minha grande dúvida, afinal o iTMS Brasil não existe (a desculpa que eu sempre vejo é que este tipo de serviço de compra de mídia online no Brasil não funcionaria…mais pra frente eu discuto isso). Para conseguir comprar em algum iTMS around the world, é preciso ter endereço e cartão de crédito do país.

Mas descobri que existe um jeito de contornar isso. O único porém é que é preciso conhecer alguém que more ou que vá frequentemente aos EUA ou Europa. Nestes lugares, é possível comprar cartões iTunes Gift Cards, que funcionam como os cartões pré pagos no celular. Cada cartão possui um código, e basta colocar este código no seu Apple TV (funciona também para iTunes no seu Mac) e sair comprando. O único porém é que na hora de fazer o cadastro é necessário fornecer um endereço americano. No meu caso, usei o endereço de um amigo que está morando lá. Conheço gente que colocou endereço de hotel…

O conteúdo do iTMS vale a pena?

Bom, se você gosta de filmes e de séries, vale bastante a pena. É possível encontrar hoje filmes que ainda estão no cinema no Brasil, e episódios de séries que somente estarão no ar em alguns meses (basicamente: saiu lá, sai no iTMS). O custo de um episódio de série é de 2 dólares em resolução de DVD e 3 dólares em resolução HD. Caso deseje comprar uma temporada completa, o custo é de 22 dólares em resolução de vídeo e 32 em resolução HD. No caso de filmes, existem dois modelos: aluguel e compra. No caso de compra, o valor é de aproximadamente 15 dólares por filme, e no caso de aluguel o valor é de aproximadamente 4 dólares. O funcionamento do aluguel é o seguinte: uma vez baixado o filme, você tem 30 dias para assistir, e uma vez iniciado, você tem 24h para terminar.

E a pergunta fatídica: vale a pena pagar? Bom, se você é daqueles que baixa filmes via BitTorrent e acha que pagar por alguma coisa na internet é coisa de boiola, então definitivamente não vale a pena. Agora, se você curte comprar DVDs e sobretudo temporadas completas de séries, aí a coisa muda de figura: um box de série custa em média 90 reais no Brasil, ante 50 reais no iTMS.

Contras?

Existem alguns. Um deles é que os filmes não possuem legenda, o que pode ser impeditivo para certas pessoas. No meu caso aproveito para treinar meu ouvido e minha compreensão.

Outro fator que me incomoda muito é o fato que a conexão entre a Apple TV e o seu computador é feita unica e exclusivamente via iTunes. Isso não chega a ser um problema para áudio ( já que no meu caso eu armazeno meus arquivos de música no iTunes mesmo), nem para fotos (é possível usar a lib do iPhoto, ou então definir uma pasta qualquer do sistema). Mas no caso de filmes, é preciso que os arquivos estejam carregados no software: por algum motivo não é possível escolher uma pasta qualquer como no caso das fotos.

E o Mac Mini?

Me perguntaram porque não utilizar um Mac Mini no lugar. Minha resposta: o grande motivo que eu vejo é a falta de saídas apropriadas para conexão com a TV, e o fato de precisar de um teclado e mouse para operar a interface gráfica. Fora isso, usando o Front Row e o iTunes, é possível praticamente as mesmas funcionalidades. Mas com menos graça.

Becapear é necessário

Steve Jobs tinha razão: o computador se tornou o hub digital para convergência de mídias. Vídeo, áudio, fotos, textos. Cada vez mais os computadores pessoais contém dados importantíssimos, de alto valor sentimental.

Mas todos sabemos que HDs quebram. Se o seu não quebrou ainda, vai quebrar mais cedo ou mais tarde. E extrair dados de um HD quebrado é uma operação custosa. A única forma de garantir a sobrevivência dos dados é ter backup dos arquivos em outros lugares.

O suporte mais clássico de backup é o bom e velho DVD, ou CD caso você ainda não possua um gravador de DVD. Conheço gente que tem pilhas e pilhas de DVDs com arquivos pessoais. Confesso que eu nunca tive a disciplina necessária para isso. Na minha vida toda, eu devo ter feito backup consistente dos meus dados desta forma apenas uma vez.

Redundância de HDs é uma solução prática. Instale dois HDs na sua máquina, configure um sistema de backup automático de um disco no outro, ou então um sistema RAID, e pronto. Mas esta solução ainda não resolve meu problema, pois hoje tenho um laptop…

A solução no meu caso foi encontrar um bom sistema online de backup de dados. Depois de muito procurar, achei o Mozy. O que me chamou a atenção inicialmente foi o fato de ser um dos poucos a oferecer cliente mac decente. Gostei também de ter um preço bem acessível (5 dólares/mês) e uma versão gratuíta com 2GB de espaço.

O sistema é simples: baixe o programa deles, defina pastas ou conjunto de arquivos a serem enviados (por exemplo, todos os arquivos .doc da sua máquina). O mozy irá enviar todos os arquivos para lá e ficará atualizando automaticamente os arquivos. A primeira carga pode ser demorada, dependendo da sua rede e da quantidade de dados a serem enviados (no meu caso, demorou duas semanas), mas depois o sistema apenas manda os arquivos e pastas modificados.

Mudanças no GMail

Os mais desatentos não devem ter percebido. O GMail apareceu com algumas modificações em sua interface. Percebam no canto superior direito o link Older Version. Se existe uma older, quer dizer que existe uma newer, certo?

Não aparece o link no seu GMail? Então pare de ler este post e vá ver minhas fotos no flickr.

As maiores mudanças estão na parte do contatos, que foi totalmente repaginada (e ficou bem melhor), e na parte de informações sobre usuários do GMail (aquela caixinha de diálogo que aparece quando você passa o mouse sobre um contato do GTalk, ou sobre o endereço de email do seu colega que também tem GMail), que ficou mais clean.

Fora isso, suspeito de ligeiras modificações de fontes e algumas cores. Mas isso pode ser só impressão…

Google Fligth Simulator

Eu não sei vocês, mas como bom amante de aviação vira e mexe eu me pegava brincando com o recurso de  perspectiva do Google Earth e ficava fingindo que estava voando sobre as paisagens foto realistas. Bem, agora não preciso mais fingir: a nova versão do Google Earth traz um mini simulador de vôo embutido. Para ativar, basta apertar Command + Alt + A (maiúsculo) no Mac, ou Ctrl + Alt + A (maiúsculo) no Windows.

Seleção do avião

O sistema permite escolher entre dois aviões (um monomotor ou um caça de guerra) e escolher um aeroporto numa pequena lista.  Os controles não são dos mais sensíveis, e tenho dúvidas do realismo da física do vôo. Mas dá pra se divertir bastante. O vôo sugerido com decolagem em Katmandu permite sobrevoar montanhas belíssimas (Himalaia?). O visual vale a pena.

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Botão vermelho

Um amigo meu, que hoje está morando na Alemanha, tinha uma teoria bem interessante. Segundo ele, a Ferrari tinha um botão “FODA-SE RUBINHO”, que podia ser acionado a qualquer momento da corrida. Por capricho dos diretores, em geral o dito cujo era utilizado quando o corredor brasileiro estava bem na corrida. Os efeitos produzidos pela engenhoca (totalmente aleatórios) eram os mais variados: falta de gasolina, problemas no motor, pneu furado, câmbio bloqueado….

Esta semana, cheguei à conclusão de que este botão foi licensiado pelo gnomo verde do computador, que eu mencionei em outro post meu. No caso do gnomo, o botão se chama “FODA-SE USUÁRIO”, e pode ser acionado a qualquer momento. Uma vez acionado, as coisas mais incríveis e non-sense acontecem no computador. Coisas que funcionavam deixam de funcionar, programas apresentam comportamento totalmente aleatórios, linhas de código são geradas automaticamente, e por aí vai.

Assutador !

Nestas horas, a melhor coisa é desligar o computador e ir ler um bom livro. Ou então verificar se o monitor também sofre as leis da gravidade, arremessando-o pela janela. Mas neste caso, convém verificar se não tem ninguém passando por baixo.