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Permeabilizando Sampa

O Brasil parece ter uma relação extremamente complicada com águas. Em alguns lugares, falta e a seca é uma praga. Em outras, o excesso transforma cidades em rios, ou lagos. Em São Paulo, as fortíssimas chuvas cotidianas tem transformado o fim de dia de quem vive aqui em verdadeiros pesadelos. A cidade não aguenta nem 20 minutos de chuvas mais fortes, sem que vários pontos de alagamento se formem nas ruas.

É ridículo.

Parte da culpa é do processo totalmente selvagem de urbanização, que impermeabilizou completamente a cidade. Ainda hoje, algumas obras continuam aprofundando isso, como por exemplo a ampliação da marginal que está transformando os poucos canteiros com grama em pistas. Afinal, aqui o carro é rei.

E os piscinões, insuficientes, não dão conta das coisas.

Pensando nesta questão de impermeabilização, área verde e contenção de água, me veio uma idéia na cabeça, talvez ingênua, mas que me parece fazer sentido: e se o poder público fizesse ações para incentivar a instalação de cisternas e jardins suspensos nos prédios e casas? Isso com certeza diminuiria a quantidade de água despejada nas ruas e nos bueiros já saturados. Afinal, o grande problema não é a quantidade de água, mas sim a quantidade de água em um curtíssimo espaço de tempo. E a água das cisternas ainda poderia ser reaproveitada para uso em lavagem de calçadas e privadas.

Em vez de alguns poucos piscinões, uma infinidade de piscininhas e jardinzinhos.

Alguém aí consegue achar o furo na minha idéia?

Twittadas da Semana

Primeiro trekking do ano, em São Pedro. Cansado, dolorido, mas feliz. Trekking é animal!

Acabei de assistir a 1h30 de coletivo do Equador. Treinaram vários fundamentos. Quando será o jogo contra o Brasil? Já foi???

Dona da Daslu condenada a 94 anos por sonegação. E presa! Bode expiatório, acerto de contas ou luz no fim do tunel?

Senhor carente no onibus: oferecem lugar pra sentar, ele agradece e conta a vida dele. O sobrinho tira 4200 por mes…

Ele joga futebol de salão toda semana, mas se afastou dos amigos porque eles só queriam se aproveitar o dinheiro dele.

Claro!

Eu tenho fobia de lojas da Claro! Por menor que seja a fila, a espera é sempre longa. Talvez seja o mesmo para lojas de outras operadoras. Não sei.

Fato é que este final de semana, bati todos os recordes. Fiquei uma hora e meia ontem, e uma hora e meia hoje. Ontem pra comprar um novo celular para mim, e hoje para comprar um para a a minha namorada. O mesmo que o meu.

Apesar de adorar gadgets tecnológicos, não sou muito chegado em celular. Ou melhor, não faço questão de ter o celular da moda, apenas que seja bom para falar. Não faço questão de ter MP3 player, porquê tenho um iPod shuffle que é pequeno o suficiente, tem bateria melhor e mais memória. Tampouco faço questão de ter câmera: não importa quantos megapixels me ofereçam, nenhuma lente irá obter os resultados que a minha Canon XTi me oferece. Fiz curso de fotografia justamente para fugir da tentação de juntar toneladas de fotos ruins.

Mas meu celular estava bem acabado, e a Claro me ligou recentemente oferecendo um belíssimo bônus. Provavelmente uma tentativa de segurar o máximo possível de usuários antes que a tão esperada portabilidade chegue a São Paulo. Com isso em mente, decidi adquirir algo que tentasse preencher algumas lacunas que o meu saudoso Palm deixou: sincronização com minha agenda, tarefas e calendário no Mac, bluetooth. Aproveitei e escolhi um que me oferecia Wifi (importante em tempos de conectividade e de aumento de número de hotspots) e GPS (just for fun). Câmera e mp3 player vieram de brinde.

O que realmente me espantou é a total falta de integração dos sistemas internos da Claro. Quer saber seus pontos no clube de fidelidade? Abra o sistema X. Quer resgatar o seu bônus? Abra o sistema Y e peça para um colega se conectar por você. Quer registrar uma nova linha ou ter informações sobre o seu plano? Abra o sistema Z. Quer saber quais modelos estão disponíveis no seu plano? Abra uma planilha Excel. Não é de se espantar que os atendimentos sejam tão demorados.

Enquanto isso, na Disneylândia

Dêem uma olhada neste link

http://www.tuxresources.org/blog/archives/297

Resumindo: o Senado Federal esta pagando 48.000 reais para o site Paraiba Graphics colocar um banner do publicitário do Senado no referido site por 1 ano.

A informação pode ser encontrada na pagina do próprio senado:

http://www.senado.gov.br/sf/contratos/empresaContratada.asp?o=1&e=PARA%CDBA+INTERNET+GRAPHICS.

Fiz a mesma pesquisa que o blog  do primeiro link fez, e de fato o dono do dominio www.paraiba.com.br
é dono também do domínio www.efraimmorais.com.br.

Efraim Morais é SENADOR DO DEM PELO ESTADO DA PARAÍBA!!!!!!!

Tirem suas conclusões.

Eu vou aderir à campanha EU QUERO UM BANNER DO SENADO NO MEU BLOG!

Cotidiano Cão

O bom e velho clichê futebolístico se encaixa bem: “Estava lá um corpo estendido no chão”. Na verdade, do corpo em si não se via nada. Estava coberto por uma lona plástica. Mas a cena era inequívoca, sobretudo pra quem já leu meia dúzia de livros policiais ou viu filmes do mesmo gênero: um esquina fechada por faixas amarelas, duas viaturas de polícia, alguns policiais militares esperando, um monte de curiosos na esquina oposta, e a lona no chão. Já sabíamos que um assassinato havia acontecido: uma amiga que estava na festa junina com a gente tinha avisado. Um cara saiu da festa, e foi assassinado numa esquina próxima.

Confesso que a cena, apesar de chocante, me chocou menos do que eu poderia imaginar. Existem cenas que vemos em filmes, mas que nunca que torcemos para nunca ver na vida real. Já vi um cara sendo atropelado na minha frente. Agora vi um corpo de um homem que acabava de ser assassinado. Será que morar em São Paulo deixa a gente tão blasé assim?

Obviamente, pairava a dúvida: o que tinha motivado o assassinato? Era reconfortante pensar que aquilo foi caso planejado. O cara seria algum mau-caráter devendo dinheiro para o tráfico, e foi acerto de contas. Mas conhecendo o cotidiano de São Paulo, e tendo em vista que estávamos saindo da festa junina de um dos clubes mais tradicionais da cidade, o Pinheiros, o mais provável era de que a causa fosse assalto. Talvez ele tivesse reagido, talvez não: a vida não vale muita coisa nos dias de hoje. Será que alguém presenciou isso? Provavelmente sim, tendo em vista que na esquina oposta tem um restaurante, que estava bem movimentado. Com certeza, a minha reação não seria tão blasé se eu presenciasse este tipo de cena.

Chegamos em casa. Na tevê, o Justus estava lançando um CD no Programa do Jô. Cada coisa….

Sacolas de compras

Há 20 anos atrás, na França, era comum as pessoas usarem carrinhos de pano para transportar  as compras. Era também bem comum o uso de sacos de papel pardo para este fim. Muitas vezes vemos isso em filmes americanos aliás. Hoje nós carregamos tudo em sacolinhas de plástico que consegue ser o pior dos mundos: frágil, vagabunda e ultra não biodegradável.

Em alguns países europeus, onde a consciência ambiental está num nível bem avançado, é normal lojas e supermercados cobrarem pelos saquinhos de plástico. Parece mesquinharia, mas é uma ótima forma de forçar um consumo mais racional. Vemos cada vez mais gente indo com a sua sacola de pano fazer compras.

Aqui no Brasil estamos chegando lá. No Carrefour aqui na Pamplona, começaram a vender umas sacolas para compras, a 3 reais. A qualidade do produto é questionável, mas o tamanho é ótimo para pequenas compras. Eu já comprei a minha.

E nem tudo é um mar de rosas

Escrevi aqui duas vezes sobre as maravilhas de se ir ao trabalho de ônibus. Sinto-me portanto na obrigação de relatar os contras. Hoje acordei com a intenção de ir à academia de manhã. As 8 estava no ponto (o ideal teria sido chegar as 7h30, mas belê). Às 8h20 eu desisti: todos os ônibus de interesse estavam absolutamente lotados, a ponto de ser impossível sequer pensar em entrar.

Aliás, é interessante notas como as linhas são desbalanceadas. Tanto a Itaim (106-A) quanto a Vl Olimipa (6104-10) estavam completamente lotadas. E outras linhas estavam vazias. Mostra uma certa falta de otimização dos recursos.

E o que eu fiz? voltei para casa, desisti do plano de academia matutina (irei a noite) e vim relatar este fato aos meus queridos leitores.