Arquivo do mês: fevereiro 2007

Marketing direto e desesperado

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Rock in….

Ouvi hoje na CBN que este ano o Rock In Rio terá edições em Madrid e Lisboa, e que uma das principais atrações da versão madrilenha do evento será Alejandro Sanz.

Vem cá, sou eu que estou ficando velho, ou já não se fazem mais Rock in rio s como antigamente ?

Sobre o atendimento ao cliente

Este artigo do Joel sobre atendimento deveria ser lido por vários serviços de atendimento….sobretudo Claro e Telefônica.

O que mais me irrita atualmente é que apesar de serem humanos do outro lado da linha, eles agem como se fossem máquinas.

Isso me lembra uma vez que liguei para a telefônica. O objetivo era pedir pra saber se eu podia mudar a linha de telefone de casa para uma linha digital (por ton). Liguei lá e falei com uma primeira moça que verificou que era possível. Obviamente, não era ela que iria fazer a tranferência e portanto ela iria me passar para o setor responsável.

[musiquinha irritante…]

“Serviços inteligentes Telefônica, Shirley falando, em que posso ajudá-lo senhor ?”

“Boa tarde, eu gostaria de solicitar a transferência da minha linha para uma linha digital”

“Perfeitamente senhor. Qual o serviço desejado?”

“….gostaria de solicitar a transferência da minha linha para uma linha digital….”

“Sim senhor, mas qual o serviço solicitado ?”

“…bom, eu já disse, gostaria de solicitar a transferência da minha linha para uma linha digital….”

“Sim senhor, mas qual o serviço solicitado ?”

“Bom, quais são os possíveis serviços ???”

“Senhor, este é o serviço de linha inteligente da Telefônica [NDA: HAHAHAHAHAHAHA] . O senhor faz a requisição do serviço desejado e nós passamos para o setor responsável, mesmo porque não sabemos se é possível efetuar o serviço e precisamos verificar antes. Qual o serviço desejado ?”

“….gostaria de solicitar a transferencia da minha linha para uma linha digital….”

“Sim senhor, mas qual o serviço solicitado ?”

Nessa hora desliguei.

Revolta

Hoje eu estava, como milhões de pessoas, preso no trânsito em São Paulo em baixo de um dilúvio. Estava maldizendo a cidade, a mãe da cidade, e o raio da chuva. O dia foi difícil. Na minha frente, um belíssimo Vectra, novinho, último modelo. Caro provavelmente. De repente, eu vejo o vidro do Vectra se abaixando. Abaixou pouco, pra não molhar o interior. Saiu uma mão, feminina, bem cuidada, com um belo relógio, unhas feitas e afins. A mão saiu pra jogar um pedaço de plástico bastante grande na rua. Na cara dura. Em pleno dia em que todos os bueiros da cidade estavam transbordados de água. Muito por causa da grande quantidade de água, é bem verdade, mas muito por causa do lixo que entope as galerias fluviais. Na Globo, passa umas propagandas falando pra não jogar lixo na rua e nos rios pra evitar estes problemas. Engraçado que na propaganda, mostra a imagem de uma pessoa pobre, em uma favela, jogando lixo num riacho. Logicamente, pessoas ricas e bem educadas não deveriam fazer isso. Provavelmente não fazem. Só com um bom motivo. A mulher que tinha dinheiro não poderia deixar o raio do plástico no carro dela até chegar em casa. De certo, iria sujar o interior caprichado do carro. Talvez interior de couro. Coisa fina.

Epílogo: Bateu uma raiva tão gigantesca, uma vontade tão grande de socar a mão e todo o resto da dona do Vectra. Ia ser com gosto. Businei. Ela achou que eu tava reclamando que o sinal tinha aberto. Engatou a primeira e foi embora.

S.A.C

Recentemente fui entrevistado na Microsoft. Acabei por acaso presenciando um fato no mínimo peculiar, que se me contassem não tenho certeza que acreditaria.

Estava lá esperando pra fazer a primeira entrevista, numa salinha de espera. Na poltrona do meu lado, estava uma senhora. Nao sei se era muito idosa ou não. Só dava pra perceber que ela bem humilde e simples. Ouvi a recepcionista falando com alguém por telefone dizendo que tinha uma senhora querendo falar com ela, e que estava representando o filho.

Alguns minutos depois, chegaram duas mulheres pra conversar com ela. Elas se apresentaram como sendo da área de atendimento ao cliente. Neste instante, fui chamado pra primeira entrevista.

Quando voltei, 40 minutos depois, a senhora ainda estava esperando. As duas mulheres do SAC não. Eu sentei pra esperar a segunda entrevista, e poucos instantes depois, elas voltaram, com um CD na mão. O diálogo que elas tiveram ao meu lado foi surreal.

– SAC: “Senhora, nós testamos o CD, ele está funcionando perfeitamente. O leitor de CD do seu filho ta funcionando ?”
– Senhora: “Acho que sim..”
-SAC: “Pra facilitar, nós abrimos um pedido na central de atendimento. O seu filho precisa ligar pra este número e indicar o código. Ou se preferir, nós anotamos o seu número e ligamos pro seu filho.”
-Senhora: “…”
-SAC: “Mas é muito importante que seu filho esteja na frente do computador na hora que ligarmos…ah, e é importante carregar o CD dentro de um envelopinho…”

Resumindo: o cara comprou um CD de Windows e não conseguiu instalar. Aparentemente porque o leitor de CD do computador estava com problemas. Pediu então pra mãe, que pelo visto nunca mexeu em um computador antes, ir lá trocar. A mãe decide então trocar o CD na sede da Microsoft em São Paulo, provavelmente porque viu o endereço na lista telefônica. Pior que isso, só ligando para o Bill.

Interessante foi o pessoal do atendimento ao consumidor ter atendido ela lá. Não trivial.

Mas o pior estava por vir. Após terminadas as explicações, as moças perguntaram se a senhora queria uma água, ou um café, e ela disse que não, que ia voltar pra casa. Daí uma das moças pergunta: “onde a senhora mora?”. Resposta: Praia Grande.

Quem tem um filho desses, não precisa de inimigos…

Conforto térmico

Está na moda falar sobre aquecimento global. O tema saiu dos círculos de ativistas ecologistas e cientístas e virou primeira página dos jornais. Finalmente o tema parece estar sendo levado a sério.

Mas também não tenho ilusões de que de hoje pra amanhã a coisa se resolve. Mesmo porque, pelo jeito, não tem solução. A questão do aquecimento parece ser irreversível pelo fato das substâncias que estão no ar demorarem muito para desaparecer. Existem formas de se amenizar o problema. Só que até esse hype virar política de estado e entrar nas agendas dos governos, demora. Só espero que agora não ouviremos frases do tipo “Não iremos reduzir emissão de carbono poruqe é ruim para os EUA. E o que é ruim para os EUA é ruim pro mundo…” . Também não acho que temos que cair no discurso de salvar a natureza…como disse o Arnaldo Jabor, a natureza não tá nem aí pra raça humana, existia muito antes e continuará existindo. Temos sim é que salvar o Homem.

Fato é que cada vez mais temos que nos preocupar com o uso eficiente e racional de energia no cotidiano. Isso passa, em particular, por construir prédios e casa mais inteligentes. Outro dia por exemplo ouvi falar de um sistema desenvolvido no Brasil que recupera a água utilizada nas pias para descargas de banheiro após um processo de limpeza. Isso economizaria provavelmente 6 litros de água limpa por descarga. Não desprezível.

Mas é incrível ver como os prédios e casa são mal pensados hoje em dia, sobretudo termicamente. Um exemplo é o prédio onde eu trabalhava há algum tempo atrás. Como boa parte dos prédios do condomínio de empresas, era um caixote retangular de concreto pré moldado (mais rápido para construção). Os lados maiores do retângulo era totalmente de contreto. Os lados menores, de vidro (pra tentar deixar algo pavoroso minimamente aceitável). E aí é que eu me pergunto onde o gênio que projetou o prédio se formou. O prédio foi construído com orientação leste-oeste. Ou seja: as paredes totalmente de vidro ficavam totalmente de frente ou do sol nascente ou do sol poente. Pior: não havia ventilação natural no prédio. Resultado? Ar condicionado o tempo todo.

E é aí que vem o pior.

O ar condicionado era distribuído no prédio por meio de tubulações que atravessavam o prédio no sentido leste-oeste. Ou seja: o mesmo tubo que refrigerava a sala pleno oeste refrigerava a sala pleno leste. Só que o gênio da raça que pensou nisso esqueceu que a tarde, a sala orientada pra oeste ficava quentíssima e a sala leste, fria. Para que as pessoas na sala oeste não morressem fritas, era necessário aumentar muito a refrigeração. E daí o prédio todo tinha que ser refrigerado. E daí as pessoas do fundo congelavam. E daí o consumo de energia aumentava. E daí a gente ficava o dia todo brigando por causa da temperatura. A solução ? colocar dutos de ar com controle separado orientados norte sul.

Arquitetos e engenheiros do século 21 deveriam estudar mais as construções mouras da Andaluzia (Espanha) de 8 séculos atrás.

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A RFI (Radio France Internationale) disponibiliza em seu site podcasts (arquivos de áudio) de jornais em francês de fácil compreensão, para pessoas que estão aprendendo a língua. Eu ouvi um dos áudios, e os jornais são bem feitos e interessantes de serem ouvidos, até pra quem fala francês. Pros usuários de RSS, o site oferece também um feed dos podcasts.