Arquivo do mês: março 2008

Reciclagem

Finalmente, eu e minha namorada conseguimos implantar em casa um sistema de reciclagem de lixo (vidro, papel, plástico e metal). Meus pais fazem isso em Campinas há vários anos. Lá eles tem a vantagem de ter espaço físico para armazenar uma boa quantidade de papel velho, jornais, lataas, potes e garrafas de vidro. De tempos em tempos este material é doado para instituições que reciclam, recuperam ou vendem. Há alguns anos atrás, o dono do ferro velho local passava lá para recuperar muita coisa. E muitas coisas, como potes, garrafas de vidro e jornais velhos são reutilizados lá em casa mesmo.

Aqui em Sampa é mais complicado. Primeiro porque falta espaço. Mas sobretudo porque fica sempre aquela dúvida: “o que raios eu faço com este material que eu deixei de lado?”. Existem alguns locais de coleta, como as lojas do Pão de Açucar, mas faltava disciplina da minha parte para levar. A última vez que eu pensei em  fazer isso, fiquei com um saco de garrafas de plástico no porta-malas do meu  carro por quase duas semanas.

Mas agora algumas coisas mudaram. No nosso novo prédio existe uma caçamba especial da Prefeitura para lixo reciclável. Portanto, não existe mais desculpas para não implantar o sistema em casa. Mas faltava uma coisa: uma lata de lixo diferenciada….não falta mais: comprei uma lata verde, que fica do lado da lata amarela para lixo comum.

O resultado imediato é que o volume de lixo não reciclável (basicamente orgânico) foi reduzido em mais da metade. Quando pensamos na escala de uma cidade gigantesca como São Paulo, é fácil imaginar o efeito que uma ação desta faz em relação à diminuição da carga levada diariamente para lixões.  Quero muito acreditar que este lixo é realmente levado para tratamento especial,  e não levado para lixões comuns, como fazia o Dr. Paulo há alguns anos atás. E basta estar atento ás notícias locais para perceber que a questão dos lixões é um real problema da cidade: o prefeito Kassab tinha até um plano para vender créditos de carbono para financiar obras de aproveitamento do gás gerado nestes depósitos. E o valor era da ordem de alguns bilhões de dólares. Não sei em que pé está este projeto.

Meu próximo sonho de consumo, nesta mesma linha de racionalização do uso de recursos, é morar em um lugar que tenha um sistema interno de reaproveitamento da água. A lógica é simples: a água utilizada nas pias, chuveiros e tanques deixa de ser apropriada para a ingestão e higiene, mas pode muito bem ser reutilizada em privadas por exemplo, economizando algo como 6 litros de água limpa e tratada a cada descarga. Basta para isso um tratamento adequado. Existem algumas casas de pessoas concientes que já possuem este sistema. E existem também alguns prédios comerciais, como por exemplo o Shopping Parque D.Pedro em Campinas.

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Skyline Sampa

Skyline 1, upload feito originalmente por Miguel Galves.

E quem disse que é impossível ter alguma vista agradável em Sampa?

Wannabe

Não costumo blogar no meio do dia, no trabalho. Mas, na minha pausa de 15 minutos para dar uma passada rápida na Folha Online caí por acaso em uma entrevista com o Príncipe Herdeiro da extinta Coroa Brasileira, dom Luiz de Orleans e Bragança.

A entrevista não tem nada de interessante. Descreve de uma forma bastante melacólica a vida deste senhor que ainda se apega à monarquia e realmente acredita que ela possa ser reestabelecida no país, e que ela seria benéfica. Até aí, ele está defendendo o seu lado. Sobre a disputa do trono virtual:

dom Luiz prefere não se aprofundar no assunto e limita-se a dizer que é reconhecido internacionalmente como herdeiro dinástico

Mas uma coisa na entrevista me incomodou:

[…]o príncipe disse que divide seu tempo entre orações e o trabalho como representante da família imperial brasileira. Afirmou que não recebe nenhum recurso do governo brasileiro e vive de doações de monarquistas em melhores condições financeiras.

Ou seja: a monarquia não existe mais há mais de um século, e o herdeiro ainda vive sem trabalhar, mantido por seus súditos!!! Sinceramente, eu já acho um tanto quanto absurdo os países que mantém a monarquia e a família real. Agora, manter um rei wannabe já me parece o cúmulo do absurdo.